desafio 52 semanas

[eu ainda existo]

Eu abandonei o blog? Sim. Um pouco. Um pouco bastante e vou contar para vocês a razão. Sentem que lá vem a história.

Eu me chamo Ana Carolina… brincadeira, rs. Quer dizer, eu me chamo mesmo Ana Carolina, mas não é isso que eu quero contar.

Eu tenho alguns toques ou cismas – não sei bem como definir – e eu desconstruí uma coisa em mim e o nome do blog parou de fazer sentido. Consequentemente eu bloqueei. Como assim? Eu sempre fui uma pessoa muito cheia de opinião, como o nome do blog já diz: carolina pitaqueira. Dou pitaco sobre todas as coisas, não necessariamente onde não fui chamada; apenas acontece de as pessoas me perguntarem sobre muitas coisas diferentes e eu dar a minha opinião. Tá! Acho que às vezes eu também dou opinião onde não sou chamada. E foi assim que a palavra pitaco começou a incomodar porque comecei a relaciona-la a coisas ruins. Não que eu tenha parado de falar sobre tudo, mas não quero que isso esteja atrelado a pontos negativos. Vocês estão pegando o espírito da coisa?

Sim, eu parei de publicar porque fiquei incomodada com algo que parece uma besteira bem grande: o nome desse blog. Mas assim, a regrinha na brincadeira não era de que os incomodados que se mudem? Então… é o que eu estou fazendo. Juntei isso com a dificuldade de me organizar com o trabalho – que por sinal está melhorando agora, depois de algumas várias sessões de terapia e tempo de adaptação –  e tcham, meses sem publicar. Qualquer dia eu falo sobre isso, mas eu tenho muita mania de não validar as coisas que faço, e aí também bloqueei a escrita dos meus comentários sobre os livros que tenho lido. E isso refletiu em outra coisa que eu não consegui colocar em prática até hoje e que sinto cada vez mais vontade: gravar! Sim!! Eu sou muito mais de falar do que de escrever, sério! Eu falo muito – tá aí também a razão do “pitaqueira”? Pode ser. Mas eu ainda não tive coragem. Coragem essa que venho enrolando há um bom tempo ano(s) passado(s).

Então é isso.

Eu vou voltar. Agora estou juntando conteúdo para poder começar no pique e não parar mais! Saudades disso aqui e saudade de ler o que vocês publicam.

Ainda estou no insta: anaperricone. E ah, pode ser que você leia esse texto como carolinapitaqueira ou com o novo nome. Se eu conseguir mudar o nome sem mudar o blog (? é possível?) talvez isso aconteça.

um beijo da carolina

desafio 52 semanas

[desafio] semana 14: sites preferidos…

Olha quem resolveu aparecer e responder post atrasado? Euzinha continuando com o desafio 52 semanas, um tema sem graça.

Como uma boa procrastinadora, perco muito tempo rolando o dedo na internet. Mas já reparei que eu acabo acompanhando sites diferentes. Eu rolo o dedo no facebook e, se me interesso por um artigo, abro e leio. Assim, não sei se eu tenho sites preferidos. Mas vamos lá tentar listar os que eu acabo entrando com mais frequência:

Instagram: um vício.

ig

Facebook: só tenho ainda porque estou em alguns grupos legais.

Amazon: livros.

Submarino: livros.

Saraiva: livros.

 

Pois é! Sem muita inspiração. Eu realmente não tinha o que dizer, mas sem fossem blogs… as coisas mudariam um pouco.


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desafio 52 semanas

[desafio] semana 13: fico sem graça quando…

Nunca?!
Falando sério, é difícil eu ficar sem graça. Dizem por aí que eu sou a zé gracinha. Mas vamos lá, vou listar algumas coisas que me deixam brevemente sem graça:

Nunca conversei com você por mais de 15 minutos, depois disso é só alegria e curtição.

Recebo um elogio: esse já é um tópico da terapia que está sendo trabalhado.

Conto um spoiler sem querer: juro que as vezes que fiz isso foi muito sem querer, mas foram poucas, apenas duas vezes. Em minha defesa, quem não sabe como está agora Stephen Hawking? Pô!

Tenho que pedir um favor para alguém: não é uma questão de “olha a diferentona que se basta e não precisa do favor de ninguém”, é mais uma questão de achar que posso estar atrapalhando essa pessoa. E eu não gosto nem um pouco da sensação de incomodar alguém.

Minha mãe falava para eu fazer amizades com crianças desconhecidas: estou apelando para o passado, isso agora já não acontece e eu converso com todo mundo. As vezes acho até que deveria falar menos…


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[desafio] semana 12: coisas para se fazer no frio

Eu tenho um caso de amor e ódio com o frio. Eu fujo daquele padrão afirmado por muitos de que gente gorda não sente frio, sou muito, muito, muuuito friorenta. Durmo sempre de meia e no inverno passo muito aperto. Nunca me sinto quentinha o suficiente, e olha que eu não moro em uma cidade taaão fria assim.

Comer mais sim. Incrível como o inverno devolve o apetite perdido com o calor que desanima qualquer iniciativa de movimento na cozinha.

Enrolar debaixo das cobertas lendo um livro, assistindo a algum filme, seriado, ouvindo música, namorando, olhando olho no olho. Eu amo cobertas.

Usar lenço e cachecol: se há algo que eu gosto de usar no inverno é o tal do lenço no pescoço. Ajuda bastante a combater o frio ou uma possível futura dor de garganta, e ainda fica bonito!

Esquentar a cama com o secador de cabelos: parece ridículo, mas eu faço isso. É muito simples: só ligar o secador deixando a “bunda” dele para fora. Você segura o bico dele debaixo do lençol e espera um tempinho. Enquanto isso você fica olhando para a bolha que forma na cama… tic tac tic tac tic tac…depois é só tirar e entrar no casulo. Fica aquele bafinho quente dentro da cama que noooossa! Maravilha! Melhor sono.

Reclamar que está muito frio: isso é o que não falta nunca. Apesar de gostar muito do frio por diversos fatores, ainda tenho vários outros para não gostar, como levantar da cama, tomar banho cedo, sentar na privada fria, lavar o rosto (quem nunca molhou apenas as pontas dos dedos para limpar o olho, apenas?)…

E vocês? O que gostam de fazer o frio?


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desafio 52 semanas

[pitaco 6] um certo capitão Rodrigo – Erico Verissimo

 

“Quando Rodrigo Cambará surge no povoado de Santa Fé, em outubro de 1828 – a cavalo, chapéu caído na nuca, cabeleira ao vento, violão a tiracolo -, parece chamar encrenca. Com a patente de capitão, obtida no combate com os castelhanos, é apreciador da cachaça, das cartas e das mulheres. Homem de espírito livre, não combina com os habitantes pacatos do local, mantidos no cabresto pelo despótico coronel Ricardo Amaral Neto…” – sinopse. 

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Já vou confessar que não imaginava me envolver e gostar tanto da história desse livro – é, eu nunca havia lido. Rodrigo é um personagem inesquecível e a história é fantástica. Ambientado na fictícia cidade de Santa Fé, no Rio Grande do Sul, é uma narrativa de amor entre Rodrigo e Bibiana e de história de um Brasil prestes a viver outra guerra: a Revolução Farroupilha. Após tanto tempo em abstinência, ler um clássico me fez muito bem. Uma obra que podemos observar acontecimentos ficcionais muito bem relacionados aos fatos históricos.

Verissimo retrata a história desse personagem inquietante e bem humorado. Sim, eu me diverti bastante com capitão Rodrigo e li com o maior prazer em um tempo bem curto; levei uns 4 dias para finalizar a leitura e considero rápido, uma vez que – por falta de tempo – tenho demorado muito para ler.

O livro, que data a primeira edição em 1973, mas que retrata o passado, traz discussões ainda atuais e pertinentes.

“- Se eu fosse dono do mundo, fazia algumas mudanças…
– Por exemplo… – pediu o padre.
– Acabava com essa história de trabalhar…
– Sim, e depois?
– Fazia os filhos virem ao mundo de outro jeito. Eu vi o que a Bibiana sofreu. É medonho.
O vigário sorria. Aquelas palavras, partidas dum egoísta, não deixavam de ter seu valor.
– E depois?
– Dividia essas grandes sesmarias de homens como o coronel Amaral.
– Dividia? Como? Pra quê?
– Dividia e dava um pedaço pra cada peão, pra cada índio, pra cada negro.
– Não vá me dizer que ia libertar os escravos…
– E por que não? Acabava com a escravatura imediatamente” p.111

O trecho abaixo eu achei especialmente atual… os historiadores terão um trabalhão para explicar, daqui uns anos, o que andou acontecendo nos dias de hoje.

“Agora Napoleão se tornara uma figura conhecida em todo o mundo e estava na história ao lado de César, Alexandre, Átila e tatos outros. Mas era muito impossível – concluiu – que o resto do mundo nunca chegasse a ouvir falar em Bento Gonçalves. Não deixava de ser curioso a gente ver a história no momento em que ela estava sendo feita! Dali a cem anos, como iriam os historiadores descrever aquela guerra civil?” p. 155

Eu marquei bastante esse livro e indico a leitura. Já quero comprar os outros livros da saga O tempo e o vento. Cronologicamente, Um certo Capitão Rodrigo é o terceiro episódio do primeiro volume de O Continente. Há ainda mais dois volumes: O Retrato e O arquipélago. Embora seja uma saga, não há problemas em se começa nesse episódio ou ler separadamente.  


Título: Um certo capitão Rodrigo
Autor: Erico Verissimo
Páginas: 184 (170 de história + cronologia)
Editora / ano: Companhia das Letras / 2005
Tempo de leitura: 4 dias

desafio 52 semanas

[desafio] semana 11: brinquedos preferidos na infância

Agradeço muito aos meus pais por terem me incentivado a brincar sempre. Eu brinquei muito, muito mesmo! Dentro ou fora de casa. O que eu não tive de irmãos para brincar comigo, eu brinquei na rua com a galera do prédio. Até hoje eu tenho um Atari, que está quebrado, mas prometo arrumar um dia.

Vamos para a lista dos cinco brinquedos preferidos na infância:

A RUA – acho que meu maior brinquedo era de graça. Eu gostava de ficar na rua com meus amigos e aí a imaginação corria solta. Nós brincávamos no prédio da minha vó, no prédio da vizinha e na rua mesmo. Jogávamos bola, conversávamos, fazíamos piquenique, andávamos de bicicleta… que tempo bom! Ahhh! Brincávamos de “mãe da rua”, nossa! Que lembrança. Era assim, ficava uma pessoa no meio da rua para “pegar” as que tentassem atravessar de uma calçada para outra. Qual era o nome dessa brincadeira na cidade de vocês? Sei que muda muito os nomes de estado pra estado. Heheh.

patinsPATINS – eu era uma ótima patinadora. Nessa época não tinha medo de cair nem nada e eu andava super bem. Corria, fazia voltas, andava de costas… Tive o de quatro rodas (herdei de alguém lá em casa) e o in line (que eu andei mais e melhor). Depois de velha comprei outro in line e ploft, caí. Nunca mais peguei. Mas vivo prometendo tentar novamente. Ele está alí, guardadinho em uma mala em cima do guarda roupas.

estojaoESTOJÃO – olha, eu tinha colocado bicicleta, mas entra lá nos brinquedos da rua. Eu sempre amei desenhar, pintar, fazer cartas, escrever, criar coisas com papel. Talvez isso aqui não entre como brinquedo, mas era a minha diversão em casa. Eu brincava muito no prédio nos dias em que não estava introspectiva colorindo o almanacão de férias da turma da mônica ou fazendo qualquer coisa com uma folha sulfite.

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RADIO GRADIENTE – o mundo não estava preparado ainda e perdeu uma cantora! hahahah. Sorte do mundo! Eu não lembro direito como que esse trem funcionava, mas eu carregava ele pela casa o tempo todo.

 

tamagTAMAGOTCHI ou rakuraku dinokun – lembro do dia que eu ganhei isso. Minha mãe teve que me levar para comprar fora da data de receber presentes (aniversário, natal, dia das crianças), pois todo mundo do prédio tinha ganhado e eu estava sobrando e pedi. O meu primeiro era vermelho e a febre era tanta que –  por um tempo – o único barulho do prédio eram os apitos de necessidade do bichinho – fome, sono, brinca comigo?!. Lembro também que depois de um tempo proibiram a entrada do brinquedo na escola, estava claramente atrapalhando as aulas e os alunos de prestar a atenção. E eu deixava com a minha vó durante o período de aula e chegava em casa correndo para ver como ele estava. Nunca vou esquecer dela reclamando que o bichinho era chato e pedia coisas o tempo inteiro, que ela não iria mais olhar ele para mim, e olhou, claro. Minha vó sempre teve o costume de dormir depois do almoço, e com certeza ele apitava nessa hora, tadinha…

Confesso que eu fiz uma pesquisa para lembrar um nome. E estou aqui quase chorando de nostalgia e querendo deixar essa lista gigante…brinquei com quase tudo que apareceu aqui: brinquedos anos 90. Uma amostra do tanto que essa lista poderia ser grande:

Sem título

 

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desafio 52 semanas

[desafio] semana 10: comidas preferidas

Finalmente um tema fácil: comida!! hahahah.
A minha relação com a comida é um pouco conturbada. Já tive momentos de amor e momentos de ódio. Mas hoje eu sei que eu mais amo do que odeio. O ódio pela comida veio e passou rápido, naquela fase em que eu só pensava na comida como uma inimiga da dieta, até entender que a gente só emagrece comendo…o problema é conseguir dar conta da compulsividade e comer apenas o necessário. Mas fica o assunto para outro o post.

CHOCOLATE: sim, ele vem primeiro por razões de amor eterno e um caso sério de fidelidade. Lembro que fiz uma quaresma de chocolate ano retrasado, para nunca mais! Até de carne eu já fiz e foi tranquilo, mas chocolate foi impossível. Eu levei tão ao pé da letra que nem toddy eu estava tomando. Foi horrível, fiquei ansiosa e com mais crises de mau humor do que o costume.

BRIGADEIRO – posso deixar ele separado do chocolate? posso? então tá bom. melhor docinho. melhores festas com esses docinhos. melhores domingos sozinha com um prato de brigadeiro de colher.

PIZZA – não tenho maturidade quando o assunto é massas, e pizza é a minha massa preferida. Como diria meu avô “manja que te fá bene” (não sei escrever, mas transcrevi o sotaque dele, rs. ele é italiano da Itália)

LASANHA – de presunto e queijo e molho bolonhesa!! hmmmmmm melhores domingos com lasanha no almoço/brigadeiro de tarde/ pizza de noite e meus 20 kg a mais.

BOLO QUENTINHO – não adianta. eu sempre vou tirar uma fatia de bolo no mesmo instante que ele sai do forno. e quem me conhece sabe que não é porque eu sou ansiosa. eu amo bolo quente!! quando ele não está quente eu taco no microondas, mas não é a mesma coisa.. então aproveito o momento que ele sai do forno e faço a minha felicidade.

Gente, mudei de ideia e essa foi a lista mais difícil. Ainda faltaram os salgadinhos de festa – bolinha de queijo, pastelzinho, coxinha, risole de catupiri – o pudim, o sorvete, a pipoca… ai gzuis. tchau!

E vocês? Quais as comidas preferidas?

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